Descubra como o grão de cevada vira malte através da malteação e como as enzimas transformam esse malte em açúcares fermentáveis durante a produção da cerveja.
Se você já se perguntou como um punhado de grãos pode se transformar em uma cerveja saborosa, a resposta está na ação das enzimas. Esse é um dos momentos mais fascinantes da ciência cervejeira!

Da Ceva ao Malte: O Primeiro Passo na Produção da Cerveja
Tudo começa com o grão de cevada, um ingrediente cru que, para se tornar o malte — base da cerveja — precisa passar por um processo cuidadosamente controlado chamado malteação. É nessa etapa que o grão “acorda”, ativando mecanismos internos que serão essenciais para a produção dos açúcares que alimentam as leveduras na fermentação.
Etapas da Malteação
- Maceração (Steeping):
Os grãos são embebidos em água por 24 a 48 horas para aumentar sua umidade de cerca de 12% para 45%, ativando o metabolismo do grão e iniciando a germinação. - Germinação:
Durante 3 a 6 dias, o grão germina em condições controladas, produzindo enzimas como amilases, proteases e glucanases. A estrutura interna do grão começa a ser quebrada, facilitando o acesso ao amido, que começa a ser quebrado em glicose. - Secagem/Torra (Kilning):
O processo é interrompido pela secagem do grão em etapas que eliminam a umidade e desenvolvem sabor, aroma e cor, além de preservar ou modificar as enzimas, dependendo do estilo de malte desejado.
Como o Malte Vira Açúcar? — Ação das Enzimas na Mosturação
Na etapa da mosturação, o malte moído é misturado com água quente, ativando as enzimas produzidas durante a malteação para quebrar o amido em açúcares mais simples.
- Amilase Alfa (α-amilase):
Age em temperaturas entre 72°C e 75°C, quebrando o amido em dextrinas que trazem corpo e dulçor residual. - Amilase Beta (β-amilase):
Ativa entre 60°C e 65°C, produz glicose e maltose, os açúcares fermentável preferido das leveduras. - Proteases:
Degradam proteínas, melhorando a formação da espuma e a clareza da cerveja. - Glucanases:
Quebram beta-glucanos, facilitando a filtragem do mosto.
A Temperatura Como Aliada do Cervejeiro
A escolha da temperatura da mosturação influencia o equilíbrio entre açúcares fermentáveis e não fermentáveis, impactando no corpo, dulçor e final da cerveja.
Daqui para Frente: Açúcares para a Fermentação
O mosto resultante é rico em açúcares fermentáveis, prontos para serem transformados pelas leveduras em álcool, gás carbônico e aromas que fazem da cerveja uma bebida única.
Curiosidade de Mestre Cervejeiro
Sem a malteação, o amido do grão estaria inacessível às enzimas; sem as enzimas, o amido não seria transformado em açúcar fermentável. A ciência por trás desses processos é o que faz a cerveja ser possível — e deliciosa!
Você já conhecia esse processo por trás da fabricação da cerveja?
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